Em busca de um sentido

Nietzsche dizia ” aquele que tem uma razão para viver pode suportar quase tudo”. Baseando-se nesta premissa, Viktor Frankl refere que “a vida não é essencialmente uma busca de prazer, como pensava Freud, ou uma busca de poder, como ensinou Alfred Adler, mas sim uma busca de sentido. (…) Frankl considerou três possíveis fontes de sentido: o trabalho (fazer alguma coisa significativa), o amor (cuidar de outra pessoa) e a coragem em tempos difíceis. O sofrimento, em si mesmo e por si mesmo, é destituído de sentido; conferimos sentido ao sofrimento pela maneira como lhe reagimos.

(…) As forças fora do nosso controlo podem levar-nos tudo, excepto a liberdade de escolhermos como respondemos a uma dada situação. Não podemos controloar o que nos acontece na vida, mas podemos sempre controlar o que iremos sentir e fazer quanto àquilo que nos acontece. (…)

“(…) A forma como um homem aceita o seu destino e todo o sofrimento que ele acarreta, a forma como carrega a sua cruz, concede-lhe bastas oportunidades – mesmo nas circunstâncias mais difíceis – para dar um sentido mais profundo à sua vida. (…) a força interior dos seres humanos pode erguê-los acima do seu destino exterior.”

 

Referência: “O Homem em Busca de um Sentido”, Viktor E. Frankl (2017).

As nossas vidas vão deixar uma marca!

Precisamos de ser positivamente Humanos!

“Cada um de nós, desde que vem ao mundo, provoca ondas que se expandem ao contexto social, junto de familiares, amigos, colegas, vizinhos… Vamos crescendo e evoluindo sempre deixando consequências, sejam ou não intencionais. Podemos banalizar o mal, ou banalizar o bem. As nossas decisões enquanto consumidores influenciam a economia e a ecologia; as nossas escolhas políticas afectam as nossas comunidades, países, regiões do globo; cada acto de bondade ou maldade que praticamos interfere com a moral e a qualidade total da vida humana. Ou escolhemos competir pelos recursos colectivos, pondo à cabeça das hierarquias da nossa vida o individualismo e o materialismo, e lutamos por engrandecer o nosso ego, ou podemos, com a nossa vida, optar por diminuir a entropia e fazer engrandecer as comunidades, os valores e as emoções espirituais – as que nos ligam aos outros, à sociedade, à natureza, ao universo.”

 

Referência: “Positiva-mente”, Catarina Rivero, Helena, Águeda Marujo (2011), p.30